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A polêmica da Pequena Sereia – O outro lado

Por Jota


Aviso: Esse artigo expressa o ponto de vista do seu escritor, não representando o ponto de vista do BardosNerds como grupo ou dos seus demais integrantes.


Mais uma vez a internet se viu em polvorosa com um assunto polêmico, desta vez com a escalação da atriz Halle Bailey para interpretar a personagem Ariel, de Pequena Sereia. O motivo: a atriz ser afro-americana. Rapidamente as opiniões se dividiram entre críticos negativistas e apoiadores. Infelizmente, com a mesma rapidez surgiram os ataques racistas e intolerantes que não serão aqui aludidos, ignorados ao ostracismo que merecem.

Mas afinal de contas, só existem dois lados nesta questão: Os que apoiam incondicionalmente a decisão e os críticos racistas? Este autor acredita que não!


Assim como muitos (mas não necessariamente pelos mesmos motivos) eu não curti a atriz escolhida pela Disney. E antes de ser esteriotipado como racista e jogado no mesmo balaio destes, permita-me explanar meus motivos:


Existe uma coisa chamada "identidade". Ela é a união de várias características. Todo personagem criado (ou recriado, como no caso da versão da Disney) tem seu padrão estabelecido. Um personagem nasce da mesma forma que uma pessoa: Ele tem características (inclusive físicas) que são estabelecidas, registradas e em seguida retransmitidas nas diversas obras como um padrão. É por isso que vemos tanta semelhança (fora raras exceções) na escolha de atores que interpretam personagens de quadrinhos ou livros.



Quando você ouve a palavra “Xuxa” o que vem em sua mente? Quando ouve “Pelé”, que retrato mental surge? Não é diferente quando pensamos em Superman, Batman, Mulher maravilha, Cyborgue, Falcão e uma infinidade de outros personagens. Essa padronização ajuda a estabelecer um padrão mental, criar uma conexão também física e, por que não dizer afetiva, com os personagens. As características físicas fazem parte da sua criação. E sim! Eu prefiro ver os personagens que conheço desde criança o mais parecido possível com suas criações originais. Se insto for um crime, me condene!



É claro que em um mundo de diversidade opinitiva, há quem concorde com as mudanças e aceite ou até goste da variação. O que não pode acontecer (além, obviamente, da intolerância e preconceito) é entender que todos aqueles que não são favoráveis às mudanças são obrigatoriamente intolerantes ou racistas. Não seria intolerância taxar assim aqueles que, por opinião pessoal, simplesmente preferem permanecer com a afetividade de sua memória pré estabelecida de uma Ariel ruiva, assim como de um Superman branco ou um Cyborgue afro-descendente?


Mas claro, o racismo é um problema imenso e terrível! Eu sou negro! Vivo isso na pele. Mas também é chato não poder expressar uma opinião contraditória a escalação por suas razões pessoais sem ser taxado de racista quando não é o caso.

Em um mundo ideal de respeito e tolerância todas as opiniões deveriam ser respeitadas. Infelizmente não vivemos em um mundo ideal.


E se você curte animações, não deixe de ouvir nosso Podcast analisando Toy Story! É só dar play logo abaixo:


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